Publicado por: Paulo Fragoso | 21/03/2016

Ser Pai

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Lembro-me como se fosse hoje, dos tempos em que comecei a ser homenzinho o suficiente para pensar no dia em que seria pai. As primeiras dúvidas, e sempre as que suscitam maiores “macaquinhos” na cabeça, pelo menos para mim, foi se alguma vez estaria à altura de tamanha responsabilidade e se teria estofo suficiente para aguentar tudo o que daí pudesse advir. Olhando para trás, posso dizer que foram dúvidas legítimas de quem tinha toda uma vida pela frente, uma vida ainda curta e, consequentemente, com pouca experiência da própria.

Mas tinha as bases, e quando assim é a confiança é outra. Nesse aspecto o meu pai vincou sempre muito bem a sua marca na minha existência, e criou condições para que um dia eu também fosse pai sem medo de não conseguir sê-lo. O seu exemplo como Pai e como Homem é, para mim, imaculado.

Fui pai pela primeira vez aos vinte cinco anos. Para a grande maioria, novo demais. Para mim o momento certo, e isso é que importa. Saber que aquela é a hora ideal para enfrentar tamanho desafio de ser progenitor de um ser que, para todo o sempre, mudará as nossas vidas de maneira tão positiva. Porque a partir daí deixamos de ser o que éramos, para passar a ser muito mais como pessoa, como humano.

Ser pai levou-me a focar as minhas atenções noutras direções, noutros estados de espírito, noutras experiências de vida. Desde que tive a felicidade de o ser que mais pareço um camaleão, no sentido em que passei a transformar-me em várias coisas ao mesmo tempo. De educador a companheiro, de confidente a professor, de inspirador a herói. De tudo um pouco disto e muito mais, se faz um pai que também volta a ser criança com as suas crianças. Ser pai é a maior bênção que um homem pode ter, a felicidade suprema. É encontrar o amor incondicional, o verdadeiro amor, aquele que nunca mas nunca mesmo morrerá.

Ser pai é também encontrar forças sobre-humanas para enfrentar as amarguras e os tropeções inerentes muitas vezes à vida. Quando algo ameaça um filho, uma doença por exemplo, em que pouco ou nada podemos fazer diretamente para reverter a situação, vamos encontrar forças onde não imaginávamos que tínhamos.

Aconteceu comigo. Nos primeiros meses de vida da minha filha houve dúvidas de que algo não estava bem. Foram semanas, meses até ter a confirmação absoluta de que afinal tudo não passara de um susto. Mas foram semanas que mais pareceram anos e anos. A angústia estava cá mas a força que um pai tem, ajuda e de que maneira. Não esquecendo nunca a mãe, com o seu papel preponderante.

Para quem quer ser pai há algo que aconselho vivamente: a não confundir pai com melhor amigo. Aquela coisa de que o pai é o melhor amigo do seu filho não é nem deve ser assim. Amigos não exigem, não cobram nada. Um pai precisa de o fazer, de exigir e de cobrar. Faz parte da educação. O pai claro que é amigo, mas o principal é ser Pai. E esse há só um, aquele que está dentro de casa. Os amigos são os de fora e são também necessários para o crescimento e desenvolvimento dos nossos filhos. Aí encontrarão o seu melhor amigo, porque o Pai, esse deverá ser sempre o Paizão!

 

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Responses

  1. Ser Pai é o que tu és e o meu cara metade é. O meu filho não podia ter melhor Pai. Já agora, um beijo ao Pai Zé.


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