Publicado por: Paulo Fragoso | 05/10/2011

O amigo

Com o passar do tempo, com todo este excesso de velocidade a que rola o século que estamos a viver, vários são os perigos que vão surgindo. Por exemplo, o de vivermos cada vez mais sós e isolados do resto dos humanos, tantas são as máquinas e tecnologias a que nos agarramos. São os computadores, é a televisão, são os telefones, as consolas e os jogos cada vez mais evoluídos e a dar-nos motivos mais que suficientes para justificar o nosso isolamento. Apesar disto, não deixa de ser um paradoxo o facto de muitos de nós se gabar de ter muitos amigos…no Facebook! Ou seja, corre-se o perigo de se descaracterizar o significado de uma das mais bonitas palavras do vocabulário: Amigo! Assim mesmo, com letra maiúscula. Quantos amigos se tem verdadeiramente, daqueles que quando são precisos estão lá? Ou será que vai clicar no seu rato e escolher um aleatoriamente? Felizmente que são ainda muitos aqueles que sentem o amigo que está por trás dessa outra máquina a que deram o nome de rádio. É o meio que sempre foi e sempre será diferente. E feliz aquele que encontra um amigo digno desse nome.

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Responses

  1. Amigos…
    Que direi eu então, que não tenho Facebook?? Que não tenho “amigos”?
    Não…
    Sou do tempo em que o número de amigos se “media” pelo ” número de contactos que tens na agenda e que podes ligar, a que horas for, onde quer que estejam, pelo motivo que for…” sei que li isto há muito tempo atrás, algures, mas nunca esta (quanto a mim) sábia definição, fez tanto sentido…
    E contam-se pelos dedos de uma mão, os contactos que se enquadram nessa definição… Que sortuda sou…!

  2. Amigo…
    Aquele com quem podes contar para falar, para chorar ou simplesmente para dizer um olá!
    Tenho aqueles do tempo do antigamente em que o número constam da agenda, primeiro da de papel, agora da do telemóvel e os das redes sociais, sim porque aqui, também, se podem fazer bons amigos!

  3. Estou plenamente de acordo contigo,com as novas tecnologias ,ficamos mais isolados até do próprio mundo,mas também não deixo de ter aqueles amigos mesmo do coração,porque para esses há sempre tempo de convívio e partilha.O que é preciso é gerir bem o tempo que temos.

  4. Um verdadeiro Amigo é para toda a vida.
    Até podemos estar meses, anos, sem nos vermos, sem nos falarmos, mas sabemos que quando precisarmos o nosso Amigo está lá, nos momentos bons e maus, com o seu abraço e palavras amigas.
    Um grande bem haja aos meus verdadeiros Amigos.

    • Concordo com as sua palavras e complemento-as com esta canção de Elton Jonh::

  5. Amigo Paulo acertou na muche. Amigos realmente há poucos. Os verdadeiros.
    A rádio para mim dá um significado diferente ao amigo mas não o descaracteriza, valoriza. É bom sentir uma voz amiga, presente quando nos sentimos bem ou muito bem e menos bem (à parte- evito dizer “mal” porque numa altura em que tudo esta menos bem é tão corrente e fácil dizer essa palavra). A rádio para mim é um importante porto de emoções (até pareço o João Chaves agora…ah ah ah). A rádio não só informa e diverte um ouvinte mas como forma. Ajuda a moldar o pensamento e o ser. A rádio é única. Tanta coisa já aconteceu e a rádio tem estado sempre ali! Fiel a si própria, adaptável as mudanças tecnológicas e a espera do ouvinte. Seja a que horas for, credo, religião ou crença.
    Quanto ao isolamento e a facebooks e afins o caso é complcado Paulo e são duas facas de dois gumes. Por um lado aproxima pessoas que não se viam há imenso tempo e cria novas amizades, por outro lado há isolamento (físico) e isso é menos positivo. Viva às novas tecnologias mas com moderação!

    Viva à rádo SEMPRE no éter, na web e nas tv´s (meo, zon…)

    Abraço do Marco Vidigal e bem hajam AMIGOS

  6. a evolução nos últimos 20 anos afastou os amigos e continuará a afastar até que se mudem novamente os tempos e a vontade. no outro dia à conversa com a adolescente da casa por causa da carrada de sms, msg via facebook, criação de um grupo no facebook intitulado “saída” e conversas no messenger. ou seja, o indispensável para hoje em dia combinar uma saída. disse eu, a mãe, a chata:
    “sabes, também fui adolescente, mas estávamos nos anos 80 e em portugal. sem internet e sem telemóveis, nem sei até hoje como nos organizávamos, talvez por isso mesmo, pela ausência desta estranha forma de vida limitadora e impeditiva, viviamos os sentimentos e as sensações de um modo mais intenso, mais memorável e, tenho a certeza, menos superficial”

    e “prontus” é isto, abraçinho menino P 🙂


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