Que somos pequeninos lá isso somos. Mas, tal como os homens, também não nos medimos aos palmos. Não é no tamanho que se vê a grandeza de algo ou de alguém, mas diga-se a verdade que ainda somos aqueles em que avaliamos uma pessoa através daquilo que veste, por exemplo. Experimentem ir a um banco solicitar um empréstimo para qualquer coisa. Primeiro vão de jeans, rotos de preferência, e t-shirt. Depois vão de fato e gravata. Mesmo que não o sejam passam a ser o Sr. Dr. Se por acaso são mesmo doutores, então estão mais que garantidos. Esta dualidade de avaliação de um indivíduo pelo aspecto torna-se tão mais ridículo quanto o facto de alguém pagar uma conta com um cartão dourado ou com um simples visa, ser atendido de uma forma diferente. Como é possivel deduzir que um é mais teso que o outro só por estes factores? Reparem que eu até posso ser o maior pelintra ao cimo da terra, mas se levo o meu fatinho Boss onde quer que seja, em vez das minhas queridas calças de ganga rasgadas, passo a ser um senhor, a quem me estendem a bandeja de ouro até. E que dizer das empresas em que a lista telefónica interna faz questão de ter as abreviaturas de “Dr.” e “Drª”, só porque se tem um canudo, só porque se terminou um curso académico, independentemente de se estar a exercer a função para a qual se estudou? Em que é que essas pessoas são diferentes de outras no trato, que “só” tenham o 9º ou o 12º ano? Em nada. Aliás, muitas vezes acontece serem estes últimos bem mais competentes e trabalhadores do que os pseudo doutores. Ah triste país este que se não dá o salto em coisas tão básicas como estas, jamais chegará a pisar os calcanhares de outros realmente conscientes da sua grandeza.
Publicado por: Paulo Fragoso | Abril 25, 2011
Um trato assim e assado!
Na categoria Sem categoria
Essa lista telefónica ainda mexe? Arre! Que fogueira de vaidades (falsas)
Um abraço!
Por: Miguel Maio em Abril 25, 2011
às 10:37 pm
Realmente, assim é que se vê o que de pior há em Portugal. É assim que somos mas em pleno século XXI acho que há imensas coisas que ainda são como no século XII, ainda nao mudaram e nunca vão mudar. De quem é a culpa? SOCIEDADE. Essa sim é a verdadeira culpa do país estar como está. É uma tristezam nem dá orgulho dizer que somos portugueses (falo por mim!).
Beijinho Paulo
Por: Ana em Abril 26, 2011
às 12:53 pm
Então permite-me acrescentar:
Que dizer das Empresas que apenas aceitam receber CV de Licenciados (mesmo Candidaturas Espontâneas)?E que nem especificam a Área pretendida? Como se fosse a quantidade de DRs que atribuísse prestígio e credibilidade as ditas cujas ao invés de gente dinâmica e empreendedora, independentemente do nome der precedido por Dr ou Sr… o mais caricato é quando se chega à parte do vencimento oferecido, tão pouco condizente com tamanha exigência…
Exemplos da pequenês de espírito, lamentavelmente, não faltam neste país à beira mar plantado…
Não vou aqui divagar sobre o que uma mulher passa numa entrevista de emprego (quando lá chega!!!!) só pelo simples (e maravilhoso) facto de poder gerar uma vida… isto seria desviar-me do tema que lançaste, mas fica aqui a deixa…
MP
Por: Manuela Palma em Abril 26, 2011
às 1:40 pm
Infelizmente, para muitos gestores, o que conta é a aparência e o facto de possuirem um canudo, independentemente dos acessores e afins terem cabeça de galinha.
Se forem uns bons “crâneos” com ou sem canudo e usarem jeans… estão lixados!
Nós, os do clube dos jeans, sentimo-nos tão bem!
Estás cheio de razão.
Até sempre, com amizade.
Por: Isabel em Abril 28, 2011
às 1:05 pm
Subscrevo a 200%. Infelizmente vivemos num país em que o que conta são as aparencias. Vive-se numa feira de vaidades, um desfile de egos discutíveis.
Mas é o país que temos. Talvez o país que merecemos???
Beijinhos Paulo. Bom texto
Por: Maria em Maio 11, 2011
às 5:11 pm